
Terei esquecido o ritual, ou simplesmente deixei de ter o teu olhar?
Terei perdido a garra das pontas dos meus dedos,
Ou ter-me-ão adormecido as forças no medo de te magoar, ou a mim?...
Não sei... não entendo... mas continua a ser um fogo tremendo
O que me queima a garganta e o pranto que vem do fundo do peito.·
Procuro recordar no que rasgo de mim, o teu jeito,
Procuro esquecer o tempo que me doi e não consigo apagar
Esventro o pensamento e só sei que gostava de amar-nos como outrora,
Sem redes nem cabos, nem amarras, nem..., com sonhos!
Com sorrisos colados nos sorrisos do mundo!
Com olhares ensalivados nos odores das salivas perpetuadas
Nas memórias guardadas do passado e do além...
Como eu gostava de saber andar de costas
E esquecer dos sentidos que encarnaram na pele que é minha
E tua, também!
Como eu gostava...